Menu
Pesquisar
Inquérito
Gostaria de ter Internet wireless gratuita por toda a freguesia?
Excelente Ideia!
Já deveria estar!
Não!
Junta de Freguesia - Actividades

GASTRONOMIA

COZIDO À PORTUGUESA

1/2  galinha gorda - 350 gr de presunto - 350 gr de carne de vaca - 1  chouriço de carne - 1 chouriça de cebola - 1 morcela - 1 farinheira - 250 gr de orelheira de porco - 2 pés de porco - entrecosto - 3  cenouras - 1  couve tronchuda - 5  batatas - 350 gr de arroz - sal

     Numa  panela grande com água, introduzem-se as carnes, excepto o presunto e o chouriço. Quando a galinha estiver meio cozida, introduzem-se então, o presunto e o chouriço. Meia hora depois, retira-se metade do caldo e reserva-se.

     Com metade deste caldo cozem-se os legumes. Rectifica-se os temperos.

     Com a outra metade, prepara-se o arroz. Põe-se o caldo a ferver, à parte, juntando mais um pouco de água, a quantidade necessária de modo a que fique um arroz solto. 

     Levantando fervura, junta-se o arroz e deixa-se cozer. Rectifica-se os temperos.

     Para servir, coloca-se a galinha e a carne de vaca cortadas aos bocados, no centro de uma travessa e à volta, põe-se a orelheira e o presunto também cortados aos bocados, o chouriço às rodelas, as cenouras, as batatas e as couves. O arroz serve-se numa travessa à parte.

     Com o caldo de cozer as carnes que sobrou, pode-se fazer uma sopa, adicionando-se massa pevide.

ROJÕES À MODA DO MINHO

Ingredientes:
Para 4 pessoas

800 g de perna de porco sem pele, mas com gordura ;
3,5 dl de vinho verde branco ;
3 colheres de sopa de banha ;
4 dentes de alho ;
2 folhas de louro ;
1 colher de sobremesa de colorau ;
sal e pimenta ;
20 castanhas assadas ;
350 g de belouras ou bolachos;
350 g de tripa enfarinhada ;
100 g de fígado de porco ;
100 g sangue cozido 
Confecção:

     Corta-se a carne de porco em cubos com cerca de 10 cm de lado, que se põem a marinar durante duas horas com o vinho, os dentes de alho esmagados, sal, pimenta e o louro.
     Leva-se ao lume (de preferência num tacho de ferro) e deixa-se cozer em lume forte até o vinho se evaporar. Junta-se então a banha e, em lume brando, deixam-se cozer os rojões até alourarem bem. Nessa altura junta-se ao molho o colorau dissolvido num pouco de vinho verde.
     Retira-se então um pouco da gordura de cozer os rojões para um sertã e fritam-se, a pouco e pouco, a tripa enfarinhada (ver a seguir) cortada aos bocados de 3 cm a 5 cm, as belouras cortadas em rodelas com 0,5 cm de espessura e o fígado e o sangue cortados em fatias.
     À medida que estes ingredientes se vão fritando, juntam-se aos rojões, para manter tudo quente. Juntam-se também as castanhas assadas, depois de descascadas.
Servem-se numa travessa com batatinhas louras e enfeitados com rodelas de limão e raminhos de salsa.


Tripa Enfarinhada

     Lavam-se muito bem as tripas frescas e, em seguida, põem-se de molho, de um dia para o outro, em água com rodelas de limão. Deve-se mudar a água várias vezes.
Em seguida enxugam-se, viram-se do avesso e passam-se por farinha de milho temperada com pimenta e cominhos. Ata-se uma das extremidades e voltam-se para dentro. Mergulham-se em água a ferver para uma cozedura rápida. Depois de cozidas, fritam-se em banha e cortam-se do tamanho que se quiser.

 

Caminhos de Santiago


     "Os Caminhos de Santiago são um denominador comum da cultura europeia. Neles, qualquer caminhante se sente um cidadão do mundo, o que lhe dá a oportunidade de perspectivar as suas convicções num sentido universal de abertura e de tolerância."

     Os Caminhos de Santiago são os percursos percorridos pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX. Estes são chamados de Concheiros devido ao facto do seu símbolo ser uma concha, normalmente de vieira.

     Os caminhos espalham-se por toda a Europa e vão todos desaguar aos caminhos franceses que posteriormente se ligam aos espanhóis.

     O Caminho de Santiago entrou na história há doze séculos, quando foram encontrados os restos mortais do apóstolo Santiago na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela.

     Esta rota une diversas zonas da Europa a Compostela e foi seguida por milhões de pessoas das mais variadas procedências. O itinerário mais famoso é o Caminho Francês, que se dirige a Santiago atravessando o Norte da Espanha, mas existem outros percursos não menos importantes vindos de Portugal, do Sul da Espanha, das Astúrias, do Oeste e do Norte da Europa por via marítima.

     O Caminho de Santiago atingiu o máximo esplendor nos séculos XI e XII. Nas últimas décadas voltou a ganhar protagonismo, sendo convertido num itinerário espiritual e cultural de primeira ordem. Foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu (1987) e Património da Humanidade em Espanha (1993) e em França (1998).

     Existem vários caminhos em Espanha (Caminho Francês, Caminho da Via de Prata, Caminho Primitivo, Caminho do Norte, Caminho Português, Caminho da Ria de Arousa, Caminho Inglês e Caminho de Finisterra), mas apenas os Caminhos Inglês, Francês e Português chegam a Santiago; os outros vão-se juntando a estes três durante o percurso.

História do Caminho Português Para Santiago

     O caminho português inicia-se em Valença do Minho e termina na cidade de Santiago de Compostela. Entre uma multiplicidade de itinerários jacobeus provenientes de todos os cantos da Europa, destacam-se os que têm origem em Portugal, particularmente, a estrada real Porto-Barcelos-Valença, onde confluem quase todos os demais, reforçando-se este percurso como a espinha dorsal dos caminhos portugueses de Santiago.

     Foi este o itinerário escolhido pela maior parte dos peregrinos que demandaram Santiago, pelo menos a partir do início do séc. XIV. Para tal, contribuíram a conclusão da ponte de Barcelos em 1325 e a remodelação da Ponte de Lima na mesma época, que possibilitaram a criação de um percurso rectilíneo que evitava a inflexão por Braga e a travessia de perigosos rios. Rates, Barcelos, Ponte de Lima, Valença, Tuy, Redondela, Pontevedra e Caldas de Reis definiram, assim, o novo itinerário medieval do Porto a Santiago, tendo apenas em comum com a velha via medieval romana um ou outro troço urbano e as pontes ainda em uso.

     Com o passar dos anos, o caminho foi-se apagando lentamente, pelo que no início dos anos 60, o Pároco de O Cebreiro, don Elías Valiña Sampedro, reconheceu o Caminho e sinalizou-o, pintando setas amarelas, que ainda hoje se têm como a mais conhecida e segura identificação de um itinerário jacobeu.

     Actualmente, este percurso faz-se por etapas sucessivas de vinte e cinco quilómetros de extensão média, ficando os Peregrinos alojados nos albergues ou nas instalações desportivas que os municípios geralmente cedem quando a dimensão da Peregrinação o justifica. Porto, Vila do Conde, Barcelos, Ponte de Lima, Valença, Porriño, Pontevedra, Caldas de Reis, Milladoiro e Santiago de Compostela são os locais que definem as etapas geralmente escalonadas e que têm maior capacidade de oferta de alojamento, podendo ainda acrescentar-se outros não menos importantes como Tuy, Redondela e Padrón.

     Dos diversos trechos existentes, seleccionámos aquele que consideramos mais rico, não só pela sua beleza paisagística e profusão cultural, mas também por ser aquela que mais apela à actividade física vigorosa, deixando-nos ao sabor de um constante desafio das nossas capacidades.

     Esta é uma jornada extenuante, quer pela sua irregularidade e extensão, quer pela sua beleza. Prepare um farnel para o almoço, aponte a saída da Igreja Matriz para as sete horas e dirija-se pelas vielas do burgo medieval até ao Largo de Camões, onde desemboca a formidável ponte romano/gótica de 22 arcos. Por ela transporá o rio Lima. Entre os dois extremos da ponte, ao passar junto à igreja de Santo António da Torre Velha, repare numa pequena capela medieval dedicada ao Anjo da Guarda.

     Chegado à Além da Ponte vire à esquerda e entre novamente no mundo rural. Inicialmente, alcançará a freguesia de Arcozelo, de feição marcadamente agrícola, mas a partir da Labruja, com a encosta da serra, a terra cultivada é substituída por extenso arvoredo até à Portela Pequena. Estes dois quilómetros da vertente da Labruja são os mais árduos de todo o Caminho, justificando uma alternativa para os ciclistas que não queiram transportar a bicicleta às costas. A meia encosta recupere o fôlego junto à Cruz dos Franceses, que assinala o local onde a população emboscou os retardatários do exército de Napoleão, na invasão de 1809. E depois trepe o que falta até à casa da Guarda Florestal, onde achará uma bica de fresquíssima água.

     Por este desfiladeiro entra na bacia do rio Minho pelo Vale do Coura, seu afluente em Caminha. Começa a descer por Aqualonga e Rubiães, que facilmente identifica pela sua bela igreja românica. É um bom local para descansar e almoçar. Depois, continua a descer até à ponte romana, onde será difícil chegar de pé enxuto, dado que a água corre abundantemente pelo caminho, inclusive no Verão.

Ponte de Passagem no Caminho de Santiago

     Passado o Coura sobe de novo, mas agora suavemente, até S. Bento da Porta Aberta, outro local de célebre romaria. Procura a igreja e à sombra das suas árvores, descansa um pouco antes de iniciar a descida para Fontoura. Na passagem por Cerdal e, sobretudo, quando entrar de novo na N13, vai-se ressentir, muito provavelmente, do cansaço da jornada, mas anime-se, pois encontra-se apenas a três quilómetros de Valença.

  
Visitante
36.738
Login
Utilizador:
Password:
     
Criar novo registo
Recuperar Password
Agenda de Eventos
  Acessibilidades | RSS | Pedido de Informações | FAQ | Links | Requisitos técnicos
2010 Dapfoto®